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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Deita-te agora, a meu lado, sobre o feno,
deixa que o incenso perfume
os celeiros onde adormecemos.


Toca o meu rosto voltado para cima,
como se procurasse no céu as
carruagens de cedro e ouro,
nos caminhos onde me perdi.


Traz-me o cântaro das tuas fontes.
Dá-me a beber a sua água
porque os meus lábios
ardem.

Tenho sede.



José Agostinho Baptista

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